Esta papa surgiu à pressa para o lanche da Beatriz.
No dia anterior pensei que o lanche do dia seguinte seria aveia, só tinha de a pôr de molho, o dia foi passando, a Beatriz teve um dia chato que exigiu mais atenção, anda aflita dos dentes parece-me, e eu esqueci-me da aveia. Só na altura de fazer o lanche é que vi que não tinha nada pronto.
Não queria dar farinha de milho e arroz novamente, até que me lembrei que tinha farelo de aveia,
A papa ficou boa, com uma textura diferente e ela gostou.
Podes oferecer esta papa a partir dos 6 meses.
Ingredientes:
2 colheres de sopa de farelo de aveia (tem glúten)
1 colher de sopa de farinha de alfarroba
1 pêra madura
180ml água
Instruções:
Colocar as farinhas juntamente com a água fria num tacho e mexer para não ganhar grumos. Levar ao lume até engrossar. Ralar a pêra e acrescentar ao tacho para cozer um pouco.
Nota: Esta dose deu para duas vezes.
O farelo de aveia é obtido através da casca da aveia onde existe maior concentração da fibra beta-glucana.
O farelo tem proteínas, carboidratos, cálcio, magnésio, fósforo, ferro, potássio e vitaminas do complexo B e E. Mas o nutriente mais importante do alimento é a fibra beta-glucana, que é um tipo de fibra solúvel, que possui a propriedade de formar um gel no intestino. Com isso, reduz a atividade de enzimas digestivas, auxilia a digestão, protege o sistema imunológico e garante o bom funcionamento do organismo.
Esta foi a primeira vez que a Beatriz comeu vitela.
Estava um Prato cheiroso graças à hortelã, mais houvesse mais ela comia.
Sendo um prato com carne vermelha, não convém abusar do seu consumo pois apesar de ter uma vitamina importante, a B12, o consumo de carne vermelha está associado à obesidade.
Como foi a primeira vez que comeu vitela, fiz como quando iniciei a proteína, cozinhei tudo em conjunto e antes de triturar retirei a carne.
Deu para três doses.
I
Podes oferecer esta sopa a partir dos 7 meses.
Ingredientes (para 3 doses):
75gr de vitela limpa de gorduras
100gr de feijão verde
50gr de cebola
3 folhinhas de hortelã
100gr de abóbora (podes substituir por cenoura)
Instruções:
Cortar a cebola em meias luas finas ou picar, juntar um pouco de azeite e deixar refogar.
Juntar a carne partida em pedaços e os restantes legumes previamente arranjados também, acrescentar água e deixar cozer.
Antes de triturar retirar a hortelã e a carne, caso seja a primeira vez que ofereças a sopa ao bebé.
Esta papinha é boa para fazermos a introdução do glúten.
Como o trigo não tem um sabor muito agradável para se comer isoladamente, convém que se use misturado com um outro cereal ou farinha de sabor mais doce.
Eu escolhi a aveia e o arroz, mas podes escolher outra mistura que prefiras, em vez do arroz pode ser milho por exemplo.
A verdade é que a Beatriz gostou e como fica com alguma textura também ajuda a treinar a mastigação.
Podes oferecer esta papinha a partir dos 6 meses.
Ingredientes:
1 colher de sopa de flocos de trigo (demolhados)
1 colher de sopa de flocos de aveia (demolhados)
1 colher de sopa de farinha
1 pêssego maduro
180ml água
Instruções:
Juntar os flocos e a farinha na água ainda fria.
Levar ao lume, mexendo sempre até engrossar. Quando pronto esmagar o pêssego com um garfo e juntar na tigela para servir ao bebé.
Nota: Não esquecer a importância de demolhar os cereais para retirar ácido fítico, que é um antinutriente.
Esta foi a segunda sopa com carne que fiz para a Beatriz.
Utilizei o peru mas pode-se alterar a proteína e utilizar outra carne branca.
Antes de a preparar, não estava a imaginar esta sopa com estes ingredientes, queria algo com couve flor, mas quando abri o frigorífico e vi que me tinha esquecido de comprar a dita couve, utilizei o que tinha à mão e cá vai disto.
A Beatriz como sempre gostou, por isso não fiquei desiludida com a troca.
Podes oferecer esta sopa a partir dos 7 meses.
Ingredientes:
75gr Carne de peru limpa e peles e gorduras
1/2 beringela
1 batata doce
2 folhas de alface
2 cenouras médias
1 dente de alho
Instruções:
Lavar os legumes e descascar a beringela, a batata e as cenouras. Partir tudo em pedaços e colocar num tacho juntamente com a carne. Cobrir com água e deixar ferver.
Quando pronto, triturar tudo com a varinha mágica e antes de servir ao bebé colocar,um colher de sobremesa com azeite cru.
Nota: Há quem opte por introduzir a beringela só a partir dos 9 meses, eu optei por dar à Beatriz ela já tinha 7 meses e meio, vai do critério de cada um, ou se preferires, fala com o pediatra sobre o assunto e espera pelo aval do mesmo.
Tem coisas que eu como mãe não gosto que digam ou façam à minha filha.
Irrita-me, até porque em algumas imagino que se as estivessem a fazer a mim eu não iria achar piada nenhuma.
As pessoas mesmo que sem maldade, por vezes não tem noção nenhuma e são inconvenientes e criam situações desagradáveis desnecessariamente, há que ganhar tino e ouvir o que os pais querem ou não querem e seguir esse caminho.
Não dificultem mais a nossa vida, nem nos ponham mais com os nervos em franja, não há necessidade disso!
Alguns tópicos ainda não passei por eles mas sei que calha a todos e já deixo o trabalho adiantado 😁
Não gosto que digam para a deixar chorar que faz alargar os pulmões ou porque devia chorar. Isto é só parvo e chateia.
Não gosto que a apertam, principalmente as bochechas. Também não gostava quando era mais nova me fizessem isso a mim, e vejo na cara dela que ela também não acha piada.
Não gosto que em ambiente de festa ou jantarada, todos lhe queiram pegar ao colo e ela anda de um lado para o outro. Mais cedo ou mais tarde ela chateia-se, desata a chorar e acabou o sossego dos pais. Deixem a miúda em paz!
Não gosto que desautorizem as decisões que nós pais tomamos. Mesmo que não concordem com elas, os pais somos nós, se mostrarem desrespeito pelas nossas decisões como nos poderemos sentir à vontade para deixar a nossa filha convosco?
Não gosto que embirrem em querer dar bolachas, chocolates, doces e afins só porque é uma criança e acham que deve comer tal porcaria. A miúda não vai ficar a gostar mais de vocês por isso e os pais vão ficar chateados. Mais uma vez, perdem a oportunidade que a bebé vos seja confiada.
Não gosto que ela esteja a dormir e a queiram acordar, ou façam de propósito para a acordar, só porque a querem ver. O sono de uma criança é muito importante para o seu desenvolvimento e crescimento, é só mais uma atitude super parva. Não se acorda um bebé nunca.
Não gosto que tenham a mania que conhecem a minha filha melhor que eu. A mãe sou eu!
Não gosto de palpites quando não os pedi, a filha é minha!
Não gosto que me façam sentir uma esquisitóide quando digo que a Beatriz não come papas industriais nem bolachas.
Não gosto que digam que lhe dou colo a mais. Como já li uma vez, se fosse para ter no chão comprava um tapete.
Não gosto que lhe queiram dar colo quando estamos a comer, não a quero habituar a isso, quero que ela esteja sossegada e entretida a brincar ou a comer também.
Não gosto que me perguntem algo e se a minha resposta não for a que queriam que perguntem ao pai a ver se o resultado é diferente.
Não gosto que perguntem se ela é uma bebé boazinha. Afinal de contas o que é isso?!
Não gosto de ouvir palpites sobre a nossa amamentação. Porque é isso mesmo, uma coisa nossa e de mais ninguém!
Não gosto que digam que por estar em casa ela ficará mal habituada ou mimada. Quantos miúdos conhecem que andam em creche/ama/infantário e são super mimados? As crianças são todas diferentes, cada uma tem o seu temperamento e educação.
Não gosto que me perguntem para quando o outro filho ou que agora tenho de fazer um rapaz. Qual é a pressa? E se for menina não é bom?!
Não gosto da típica frase "Fez dói dói? Móvel mau! Dá tau tau, dá!" A sério?! Simplesmente parvo. O móvel já lá estava a criança é que não estava atenta! Beijinho, colinho e passou!
Não gosto que a obriguem a comer quando ela não quer. Mais tarde vem a lenga lenga "Menina feia, que não come tudo" "Come a sopa que te dou um gelado ou um chupa". Nem nós temos o mesmo apetite todos os dias quanto mais uma criança, não quer comer não come, não ficou feia por isso e não há negociações à mesa. Se não tem espaço para comer uma sopa também não vai ter para uma porcaria qualquer, por isso simplesmente não se fala nisso.
Não gosto que troquem os nomes às coisas e falem por onomatopeias. Não existem piupius, pópós, mémés, tatás e afins. As coisas têm os seus nomes e são para serem chamadas como tal. Tem de começar a aprender a falar como deve ser desde o início, mesmo que na linguagem dela fique um pouco trapalhão, os adultos devem sempre falar corretamente.
Não gosto de ouvir "Amamaroutravez?", "Passao dia na mama", "isso é vicio!" Deixem a minha filha e as minhas mamas em paz! As mamas são minhas e quem manda nelas sou eu!
Não gosto que opinem sobre o facto dela às vezes dormir connosco na cama. Mais uma vez, isso é problema nosso.
Não gosto que digam com ar critico que ela só quer a mãe e que está muito habituada à mãe. Ela passa o dia comigo, havia de estar habituada a quem? À vizinha do lado? Ao carteiro?!
Não gosto que perguntem em tom critico quando é que ela passa para o quarto dela. Sou eu que lhe dou de mamar à noite e isso cansa para caraças, não quero andar de um lado para o outro só porque sim e não, não quero deixar de amamentar!
Não gosto que achem que só por ser menina ela devia andar de orelhas furadas porque assim não se percebe se é menina ou menino. Há crianças que ganham grandes infecções por causa dessa atitude fútil. Ela há-de furar as orelhas quando e se quiser.
Não gosto que façam promessas que não podem ou não tencionam cumprir. Que espécie de exemplo querem transmitir com essa atitude? Se não é para cumprir nãoprometam e pronto.
Não gosto que se deixe ganhar a uma criança só para ela não chorar. Na vida não existe só vitorias, existem derrotas e tem de se habituar a isso desde cedo para não ser um adulto frustado.
Não gosto que critiquem o facto dela ser educada juntamente com um cão. Sim há pêlos, sim há lambidelas e não não se afasta o Feijão da bebé só porque sim! Ela está a aprender a respeitar um ser e o Feijão está na casa dele também e merece ser respeitado por isso. E não esquecer, o Feijão mora cá em casa, tu não!
Não gosto que achem que o pai não deve trocar a fralda nem ajudar a dar banho porque eu passo o dia com ela e ele está a trabalhar (sim ja ouvi estes comentários). Eu não estou de férias em casa, ok?!?
Não gosto de ouvir a frase "De quem gostas mais de mim ou da mãe/pai/avó/avô?" Isso não se pergunta a uma criança, até porque a criança não mente e estão sujeitos a ouvir o que não gostam!
E por último não gosto que não me levem a sério quando digo alguma coisa. Ás vezes faço cara de está tudo bem mas não está. Mentalmente estou a pedir socorro ao pai, que poucas foram as vezes que não percebeu e muito poucas as que a minha vontade não foi respeitada porque ele simplesmente não se apercebeu. Mas não abusem da paciência de uma mãe cansada... ela vira bicho quando se chateia a sério! Respeitem e calem-se mesmo que não concordem, a cria não é vossa!
Decidi fazer esta sopa para a Beatriz fazer as pazes com a cebola.
Até agora ainda não tinha conseguido que comesse cebola, mas neste creme, com a ajuda do doce do milho, ela comeu e adorou!
Quando comprares milho para usar na comida dos bebés, aconselho que leias a sua composição, o milho enlatado tem conservantes e sal, o melhor é o milho em grão congelado, é 100% milho e sem mais nada adicionado.
Ficou uma sopa, linda!
Podes oferecer esta sopa a partir dos 6 meses.
Ingredientes:
1 maçã grande
120gr milho
50gr cebola
100gr abóbora
Azeite q.b.
Instruções:
Picar a cebola e levar a refogar num pouco de azeite. Quando a cebola estiver translúcida, acrescentar os restantes ingredientes, cobrir com água e levar a cozer.
Uma vez cozidos, triturar bem com a varinha mágica e servir.
Nota: O milho é uma leguminosa rica em carboidratos, em vitaminas A e C, proteínas e amido.
Fiz esta papa confesso que por preguiça, a Beatriz deu-me umas noites bastante cansativas e quando chegou à hora do lanche é que me lembrei que não tinha pensado em nada.
Por momentos desejei que ela ainda estivesse somente a amamentar que assim não tinha de me preocupar com comidas e afins!
Comecei a olhar para o que tinha, não me apetecia dar-lhe outra vez papa de cereais e também não me apetecia oferecer novamente fruta cozida. Cá vai disto e decidi utilizar as frutas que havia à mão. Manga, banana e alperce, pareceu-me que combinavam muito bem.
A verdade é que ela adorou e o pai também!
O pai acabou por utilizar o excedente da papa para misturar com um iogurte natural que tinha comprado, os famosos Skyr.
Podes oferecer esta papa a partir dos 6 meses.
Ingredientes:
1 banana madura
1/2 manga
2 alperces
Instruções:
Descascar a fruta e triturar com a varinha mágica Mais simples e fácil não há!
Nota: O alperce como tem um sabor mais ácido convém que a banana e a manga sejam bem maduras. O Alperce é rico em fibras, em betacaroteno, potássio, ácido fólico, ferro e vitaminas A, B, C e E.
Estes potinhos de fruta estavam mesmo bons, para quem gosta de maçã assada, que é o meu caso.
Decidi fazê—los porque não tinha nenhuma fruta em especial para juntar a uma papa e queria que ela experimentasse um novo sabor. E claro que ela adorou!
Aconselho a tirar o veio da banana para não prender tanto a barriguinha!
Podes dar estes potes a partir dos 4 meses.
Ingredientes:
2 bananas
2 Maçãs
Instruções:
Descascar a fruta e partir em pedaços pequenos. Colocar num pirex, tapar com papel de alumínio e levar ao forno, a 180C, mais ou menos 30min.
Servir morno ou frio.
Nota: Podem dar ao bebé assim mesmo, juntar a uma papa caseira ou fazer como eu fiz, utilizei um dos potes e dei com um pouco de leite materno.
Podes usar leite de formula se for o caso do teu bebé.